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crónica: "Palmas para Alqueva" - jornal 'Diário do Alentejo', de 25 de Junho de 2010.

 

Palmas para Alqueva

 

   Os campos do Alentejo estão a ficar invadidos, pelas obras, primeiro, e pela água do Alqueva, depois.

   É isso que podemos ver, por todo o lado, dentro da zona de influência de Alqueva, que, em termos agrícolas, alcança cerca de 110 mil hectares.

   Alqueva fez-se e está a chegar aos campos muito mais depressa do que o inicialmente programado.

   Em vez de demorar até ao ano 2025, ficará tudo concluído mais do que uma década antes!

   Foi uma decisão estratégica esta para, para a nossa agricultura.

   Também para o abastecimento de água à população.

   A chegada da água de Alqueva ao Roxo, no Concelho de Aljustrel, e ao Enxoé, no Concelho de Serpa, dentro de semanas, são dois marcos históricos, com interesse para o desenvolvimento agrícola e para o abastecimento público.

   Também importantíssimo é que tenha já sido estabelecido o preço a pagar pela água para a rega.

   Quem vai investir deve saber com o que conta.

   O preço que foi marcado tem em conta a necessidade de conquistar os agricultores para o regadio e facilitar os seus investimentos iniciais, por isso, como sublinha a empresa de Alqueva (EDIA), é o preço mais baixo da agricultura europeia, portanto eminentemente competitivo.

   De inicio, a água só vai ser cobrada a 30 por cento do valor, e depois irá ajustando, pouco a pouco, à razão de 10 por cento ao ano.

   Mas há um outro aspecto muito importante: é que nesse preço já estão incluídas todas as taxas de conservação e beneficiação, bem como a taxa de recursos hídricos.

   Os perímetros regados terão uma gestão participada, com os agricultores a terem uma voz activa e com a EDIA também a colaborar.

   Esta empresa do Estado, bem como o Centro de Tecnologia do Regadio (COTR), dispõe também de moderno conhecimento, para difundir aos agricultores, acerca das melhores técnicas de irrigação e, além disso, foram feitos estudos dos solos que destrinçam a composição e as qualidades destes, podendo, a partir daí, optar-se pelas culturas mais apropriadas aos mesmos.

   É claro que na nossa economia livre cabe a cada empresário tomar as suas decisões autonomamente, mas, à partida, já sabe que conta com água acessível, informação disponível e também com apoios financeiros para equipar e modernizar as explorações agrícolas, como seja implantar um sistema de rega numa propriedade, por exemplo, para o que a nossa pertença à União Europeia é fundamental e aí está o programa PRODER para tal, que vigora até 2013.

   O Governo português, que tem feito o que devia fazer, e bem, em relação ao Alqueva, deverá, para o futuro, ter em mira que, após 2013, com a agricultura de Alqueva em pleno desenvolvimento, tem de conseguir a continuidade dos apoios financeiros agrícolas para a esta zona especial do nosso País.

   Isto para continuar a merecer palmas pelo Alqueva.

 

Luís Pita Ameixa

 

  

 





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